29/11/2010

Mas eu podia passar todos os dias da minha vida ao lado dela que jamais enjoaria, iria querer sempre mais, sempre poder sentir a pele dela na minha, olhar como os olhos dela brilhavam a luz do sol, ou como sua bochechas coravam quando eu lhe falava algo romântico ou quando lhe roubava um beijo na frente de todos.
Ela era como uma boneca, toda perfeitinha, uma verdadeira princesa e eu como sempre lhe dizia era a plebéia da historia, sempre desajeitada, mas éramos perfeita uma para outra, nos completávamos e isso ninguém podia negar.

Aprendendo a Esquecer- Cap IV
Karen Salerno. 

18/11/2010





E eu malho todo dia igual a essas suas amiguinhas de quem você tanto gosta, mas tenho algo que certamente você não encontra nelas: assunto.


(Tati B.)


























 

11/11/2010

é sempre assim

As vezes me bate essa tristeza, essa melancolia, essa solidão, não tem motivo certo para isso ela apenas vem como a chuva num dia de verão, me arrasa por segundos, horas, dias e depois como se nada tivesse acontecido some. E o sol da minha felicidade volta a brilhar, único, forte no céu de minha vida.

Karen Salerno

04/11/2010

De vermelho


- O que é isso? – Disse ela apontando o pacote em minhas mãos.

- Um presente que comprei para nós – Respondi lançando-lhe um olhar um tanto pervertido.

Ela pegou o embrulho de minhas mãos, e tal como uma criança curiosa abriu - o rapidamente, tirando de dentro uma lingerie vermelha. O bojo era de renda desenhada, e a calcinha minúscula com um laço pequeno na parte de trás. Lançou-me um olhar que fez meu corpo todo arrepiar só de imaginar ela dentro daquela “roupa”.

- Depois reclama quando eu falo que você é uma tarada – Disse encostando -me na parede e começando a beijar meu pescoço.
- Vai dizer que você não gostou da idéia.
- Adorei.

Suas mãos já estavam em minha cintura e seus lábios percorriam toda a extensão do meu pescoço. Ela intercalava as sugadas com mordidinhas, o que fazia meu corpo inteiro estremecer, minhas mãos passavam por suas costas arranhando - a levemente. Mesmo querendo ir ate o fim, afastei - a de mim.

- Por que me empurrou?— Ela tinha uma expressão inconformada.
- Porque eu quero te ver com a lingerie, ou você acha que eu a comprei para deixar de enfeite?
- Pensei que era para você usar amor – Seu rosto agora estava com uma expressão de decepção, o que me deu certa vontade de rir, ela mal sabia o que a esperava. - Vai se trocar que eu estarei te esperando aqui no quarto.
- Okay, Mariana.

Ela saiu do quarto com meu presente em mãos, tranquei a porta do mesmo e comecei a arrumá-lo, sabia que ela demoraria pelo menos uns quinze minutos no banheiro, ela enrolava mais que tudo e seria tempo suficiente para deixar o quarto do jeito que eu queria. Como eu esperava depois de quinze minutos vi a fechadura abrir, os olhos dela brilharam a me ver com uma lingerie na mesma cor que a dela. Eu estava sentada na cama, e no chão havia velas.

Renata aproximou - se de mim e começou a dar - me selinhos que aos poucos foram substituídos por um beijo ardente. Sua língua invadia minha boca com uma intensidade que me fazia arrepiar, suas mãos me puxaram e envolveram minha cintura puxando - me para cima de suas coxas. Minhas mãos foram contra seus seios, eu os acariciava e ela soltava alguns gemidos, comecei a beijar - lhe o pescoço e a fiz deitar na cama.
Ela estava linda: O vermelho contrastava com o tom claro de sua pele e de seus cabelos, seus seios que já eram fartos ficaram ainda mais lindos naquele sutiã. Voltei a beijar seu pescoço e aos poucos fui descendo para seu colo, abri o feixe do sutiã com os dentes e comecei a passar a língua pelo bico de seu seio, minha mão desceu ate sua calcinha, iniciando uma lenta massagem. Ela soltava gemidos e afagava meus cabelos, como sempre fazia quando estava gostando do meu jogo de provocar. Continuei sugando - lhe os seios e depois deslizei minha língua pela sua barriga, a essa altura seu sexo já estava molhado, minha mão continuava a massageá-la.

- Para de brincar Mah e faz as coisas direito – Disse com uma voz ofegante.
- Você sempre apressada, relaxa e aproveita amor – Respondi com um sorriso malicioso nos lábios, adorava deixá-la excitada e depois demorar a fazer o que ela tanto queria que eu fizesse.

Voltei a passar minha língua por sua barriga, abaixei um pouco a calcinha e ela tirou o resto. Deslizei minha língua pela parte interna das coxas, chegando bem perto do seu sexo, mas quando eu estava bem perto parava e começava a dar mordidas de leve.

-Mor, vai para de judiar de mim.

Não respondi nada, apenas continuei a excitando, sentia seu sexo cada vez mais molhado, ela apertava a beirada do colchão e gemia toda vez que eu ameaçava começar a fazer-lhe um oral. Quando cansei de “judiar” da minha pequena passei a minha língua por toda a extensão de seu sexo, o que a fez apertar o travesseiro.  Seus gemidos ficaram mais altos o que me deixava ainda mais excitada, mesmo sem estar olhando eu era capaz de descrever cada expressão da face dela: O jeito em que morde o canto esquerdo dos lábios, quando fecha os olhos e inclina a cabeça para trás, as expressões de prazer dela, tudo que me deixava com mais vontade de continuar ali entre suas pernas.

 Com delicadeza fui substituindo a língua por meus dedos, primeiro penetrei um e comecei devagar, ela gemeu e pediu que colocasse mais um. Atendi o pedido e aumentei a velocidade fazendo – a gemer e sussurrar besteiras. Puxei a mesma para o meu colo, deixando Renata em numa posição em que ela controlava o ritmo da penetração. Movia seu quadril, deixando - me cada vez mais excitada, já começava a sentir meu sexo úmido e sua respiração fraca anunciava que ela estava chegando ao ápice. Ela apertou suas unhas em minhas costas e a arranhou, aumentou ainda mais o ritmo, aproveitei para voltar minha atenção novamente aos seus seios, passando a língua ao redor de seu mamilo.

Ela gemia, e eu dava Graças de estarmos sozinhas, senão seria impossível os pais dela não ouvirem seus gemidos. Senti suas mãos me apertando ainda mais no momento que ela teve o orgasmo. Deitei - a na cama novamente, e me deitei em seu colo, era maravilhoso saber que a minha pequena estava daquele jeito por minha causa.

- Te amo Reh.
- Também te amo Mah.

Dito isso começamos tudo novamente, mas dessa vez ela que estava no comando.

Karen Salerno.