04/11/2010

De vermelho


- O que é isso? – Disse ela apontando o pacote em minhas mãos.

- Um presente que comprei para nós – Respondi lançando-lhe um olhar um tanto pervertido.

Ela pegou o embrulho de minhas mãos, e tal como uma criança curiosa abriu - o rapidamente, tirando de dentro uma lingerie vermelha. O bojo era de renda desenhada, e a calcinha minúscula com um laço pequeno na parte de trás. Lançou-me um olhar que fez meu corpo todo arrepiar só de imaginar ela dentro daquela “roupa”.

- Depois reclama quando eu falo que você é uma tarada – Disse encostando -me na parede e começando a beijar meu pescoço.
- Vai dizer que você não gostou da idéia.
- Adorei.

Suas mãos já estavam em minha cintura e seus lábios percorriam toda a extensão do meu pescoço. Ela intercalava as sugadas com mordidinhas, o que fazia meu corpo inteiro estremecer, minhas mãos passavam por suas costas arranhando - a levemente. Mesmo querendo ir ate o fim, afastei - a de mim.

- Por que me empurrou?— Ela tinha uma expressão inconformada.
- Porque eu quero te ver com a lingerie, ou você acha que eu a comprei para deixar de enfeite?
- Pensei que era para você usar amor – Seu rosto agora estava com uma expressão de decepção, o que me deu certa vontade de rir, ela mal sabia o que a esperava. - Vai se trocar que eu estarei te esperando aqui no quarto.
- Okay, Mariana.

Ela saiu do quarto com meu presente em mãos, tranquei a porta do mesmo e comecei a arrumá-lo, sabia que ela demoraria pelo menos uns quinze minutos no banheiro, ela enrolava mais que tudo e seria tempo suficiente para deixar o quarto do jeito que eu queria. Como eu esperava depois de quinze minutos vi a fechadura abrir, os olhos dela brilharam a me ver com uma lingerie na mesma cor que a dela. Eu estava sentada na cama, e no chão havia velas.

Renata aproximou - se de mim e começou a dar - me selinhos que aos poucos foram substituídos por um beijo ardente. Sua língua invadia minha boca com uma intensidade que me fazia arrepiar, suas mãos me puxaram e envolveram minha cintura puxando - me para cima de suas coxas. Minhas mãos foram contra seus seios, eu os acariciava e ela soltava alguns gemidos, comecei a beijar - lhe o pescoço e a fiz deitar na cama.
Ela estava linda: O vermelho contrastava com o tom claro de sua pele e de seus cabelos, seus seios que já eram fartos ficaram ainda mais lindos naquele sutiã. Voltei a beijar seu pescoço e aos poucos fui descendo para seu colo, abri o feixe do sutiã com os dentes e comecei a passar a língua pelo bico de seu seio, minha mão desceu ate sua calcinha, iniciando uma lenta massagem. Ela soltava gemidos e afagava meus cabelos, como sempre fazia quando estava gostando do meu jogo de provocar. Continuei sugando - lhe os seios e depois deslizei minha língua pela sua barriga, a essa altura seu sexo já estava molhado, minha mão continuava a massageá-la.

- Para de brincar Mah e faz as coisas direito – Disse com uma voz ofegante.
- Você sempre apressada, relaxa e aproveita amor – Respondi com um sorriso malicioso nos lábios, adorava deixá-la excitada e depois demorar a fazer o que ela tanto queria que eu fizesse.

Voltei a passar minha língua por sua barriga, abaixei um pouco a calcinha e ela tirou o resto. Deslizei minha língua pela parte interna das coxas, chegando bem perto do seu sexo, mas quando eu estava bem perto parava e começava a dar mordidas de leve.

-Mor, vai para de judiar de mim.

Não respondi nada, apenas continuei a excitando, sentia seu sexo cada vez mais molhado, ela apertava a beirada do colchão e gemia toda vez que eu ameaçava começar a fazer-lhe um oral. Quando cansei de “judiar” da minha pequena passei a minha língua por toda a extensão de seu sexo, o que a fez apertar o travesseiro.  Seus gemidos ficaram mais altos o que me deixava ainda mais excitada, mesmo sem estar olhando eu era capaz de descrever cada expressão da face dela: O jeito em que morde o canto esquerdo dos lábios, quando fecha os olhos e inclina a cabeça para trás, as expressões de prazer dela, tudo que me deixava com mais vontade de continuar ali entre suas pernas.

 Com delicadeza fui substituindo a língua por meus dedos, primeiro penetrei um e comecei devagar, ela gemeu e pediu que colocasse mais um. Atendi o pedido e aumentei a velocidade fazendo – a gemer e sussurrar besteiras. Puxei a mesma para o meu colo, deixando Renata em numa posição em que ela controlava o ritmo da penetração. Movia seu quadril, deixando - me cada vez mais excitada, já começava a sentir meu sexo úmido e sua respiração fraca anunciava que ela estava chegando ao ápice. Ela apertou suas unhas em minhas costas e a arranhou, aumentou ainda mais o ritmo, aproveitei para voltar minha atenção novamente aos seus seios, passando a língua ao redor de seu mamilo.

Ela gemia, e eu dava Graças de estarmos sozinhas, senão seria impossível os pais dela não ouvirem seus gemidos. Senti suas mãos me apertando ainda mais no momento que ela teve o orgasmo. Deitei - a na cama novamente, e me deitei em seu colo, era maravilhoso saber que a minha pequena estava daquele jeito por minha causa.

- Te amo Reh.
- Também te amo Mah.

Dito isso começamos tudo novamente, mas dessa vez ela que estava no comando.

Karen Salerno.

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